Quando dar conta de tudo deixa de ser virtude: três mulheres de Curitiba colocam suas histórias em livro sobre sucesso e exaustão.

 

Cristina Surek, Corina Ramos e Korina Costa integram “Ambiciosa, Não Exausta” e estarão no lançamento da obra no dia 17 de setembro, na Livraria da Vila, no Shopping Pátio Batel.

“Dar conta de tudo” ainda é uma frase que muitas mulheres recebem como elogio.

Dar conta do trabalho. Da família. Dos compromissos. Das metas. Das pessoas ao redor. E, de preferência, continuar fazendo tudo bem.

Mas existe uma pergunta que raramente acompanha esse elogio: quanto custa dar conta de tudo?

Três mulheres de Curitiba decidiram responder a essa pergunta a partir das próprias experiências.

Cristina Luiza Czerwonka Surek, Corina Lucia Costa Ramos e Korina Costa integram as Vozes Femininas de Ambiciosa, Não Exausta — Estratégia de Alta Performance para Mulheres que Querem Crescer sem Ansiedade e Burnout, novo livro de Mario Salerno Junior.

No dia 17 de setembro, elas estarão ao lado do autor no lançamento da obra na Livraria da Vila, no Shopping Pátio Batel, em Curitiba.

Mais do que convidadas do evento, as três estão dentro do livro. E suas histórias mostram que a exaustão pode chegar por caminhos muito diferentes.

Quando ser capaz vira obrigação de dar conta

Doutora, professora, colunista e rotariana, Cristina Surek passou boa parte de sua trajetória profissional convivendo com uma regra que ela mesma havia estabelecido: precisava dar conta de tudo.

Durante muito tempo, deu.

Mas vieram as horas de sono perdidas, a impaciência, as cobranças excessivas e uma exigência interna que parecia nunca diminuir. Depois, o próprio corpo começou a responder, com crises de enxaqueca e problemas de estômago.

A mudança começou quando Cristina percebeu que não precisava provar o tempo todo que era capaz.

Ela poderia confiar na própria competência, reduzir a preocupação com a avaliação constante dos outros e continuar realizando um bom trabalho.

O que aconteceu depois contraria a ideia de que pressão é necessariamente combustível para bons resultados.

Cristina encontrou tranquilidade.

E, com ela, segundo seu próprio relato, um desempenho ainda melhor.

Sua experiência deixa uma provocação: quantas mulheres continuam sustentando uma carga excessiva simplesmente porque já provaram que conseguem carregá-la?

Quando “mais” deixa de significar crescimento.

A história de Corina Ramos acrescenta outra perspectiva.

Mestre em Educação, professora universitária, colunista e organizadora de coletivos literários, Corina ocupou funções de grande responsabilidade, entre elas a Chefia de Departamento na UFPR e a Superintendência da Educação na Secretaria Estadual de Educação do Paraná.

Em sua participação no livro, ela questiona uma crença profundamente incorporada à vida profissional: “quanto mais, melhor”.

Mais metas.

Mais projetos.

Mais crescimento.

Mais resultados.

Corina compara esse comportamento ao treinamento físico excessivo:

“Você não fica mais forte — você se lesiona.”

Ao revisitar a própria trajetória, ela percebe que houve um período em que se desregulou e deixou família e saúde de lado. É como se estivesse treinando excessivamente para uma maratona que, nas palavras dela, nunca aconteceu e talvez existisse apenas em sua mente.

Da experiência nasce uma pergunta que extrapola a carreira de Corina:

quando estamos crescendo de verdade e quando estamos apenas tentando corresponder a expectativas que incorporamos como nossas?

Quando o problema não é fazer muito.

Com Korina Costa, a discussão ganha uma terceira camada.

Arquiteta, professora, ceramista e empresária, ela tinha uma carreira consolidada e uma rotina intensa entre projetos e sala de aula.

Por fora, tudo parecia estar no lugar.

Por dentro, porém, Korina descreve um “desalinho silencioso”: o sono já não vinha inteiro, a mente não desacelerou, havia cansaço emocional e uma sensação constante de estar devendo, mesmo fazendo muito.

Foi nesse período que a cerâmica apareceu.

Primeiro, como uma experiência intuitiva. Depois, como um espaço no qual Korina conseguiu integrar diferentes partes de si mesma.

Ela não abandonou a arquitetura ou a docência. Incorporou a cerâmica, tornou-se empreendedora, criou uma marca autoral de joias e passou a levar sua experiência também para outras mulheres.

E chegou a uma conclusão particularmente provocadora:

“Não foi o acúmulo em si que me esgotou. Foi a ausência de presença.”

Para Korina, crescer sem exaustão não significa simplesmente fazer menos.

Significa não se afastar de si enquanto faz.

Agora, a conversa sai do livro.

As experiências de Cristina, Corina e Korina fazem parte de uma proposta de Ambiciosa, Não Exausta: aproximar conceitos sobre alta performance, limites, saúde emocional e crescimento das experiências de mulheres reais.

E, em Curitiba, essa conversa terá a oportunidade de sair das páginas.

No dia 17 de setembro, as três Vozes Femininas estarão com Mario Salerno Junior no lançamento do livro na Livraria da Vila do Shopping Pátio Batel.

Será uma oportunidade não apenas de encontrar o autor, mas de conhecer e conversar com as mulheres por trás dessas histórias.

Talvez sobre a necessidade de dar conta de tudo.

Talvez sobre aquela meta que já não se sabe mais por que precisa ser alcançada.

Ou sobre a sensação de estar presente para tantas coisas e, aos poucos, ausente de si mesma.

Quem quiser participar do encontro pode garantir antecipadamente seu exemplar de Ambiciosa, Não Exausta e escolher a retirada durante o lançamento em Curitiba.

  • Lançamento — Ambiciosa, Não Exausta
  • 📅 17 de setembro de 2026
  • ⏰ 18h às 21h
  • 📍 Livraria da Vila — Shopping Pátio Batel, Curitiba
  • Garanta seu exemplar, escolha a retirada em Curitiba e venha continuar essa conversa pessoalmente.